Túnel do tempo: Brasil, campeão do mundo em 1958
Depois da Segunda Guerra Mundial, a Fifa decidiu retomar a Copa do Mundo. No congresso de 1948, em Luxemburgo, a entidade resolveu definir três países para os três Mundiais seguintes. O Brasil foi indicado para 1950. A Suíça ficou com a edição de 1954. E a Suécia seria, provisoriamente, a sede de 1958. Nunca um provisório foi tão permanente. Em 1954, em Zurique (Suíça), a Fifa decidiu homologar a Suécia como sede em 1958 – mesmo porque não apareceu outro candidato. E por que não a Suécia? Tratava-se de um país organizado, correto, com um dos melhores índices de qualidade de vida do mundo. Os suecos realizaram uma bela festa com reformas de estádios para o torneio – apenas um foi construído especialmente, o Idrottsparken, em Norrköping. O país, ao todo, utilizou 12 cidades-sede no torneio.
Nesta reportagem, o Portal Willian D’Ângelo traz fatos interessantes sobre a realização da Copa de 1958 e a participação da Seleção Brasileira no torneio. A Copa do Mundo realizada na Suécia foi a sexta edição do torneio organizado pela FIFA. Até então, o Brasil já havia participado de todas as Copas, mas ainda carregava o trauma da derrota em 1950, no Maracanã, e da campanha fraca em 1954. O país buscava afirmação, enquanto outras seleções, como Alemanha, Hungria e a própria anfitriã Suécia, chegavam como fortes concorrentes.
Depois da eliminação na Copa de 1954, um dilema tomou conta do futebol brasileiro: por que o time não é capaz de ganhar o título mundial? Havia diversas teorias a respeito, nenhuma necessariamente verdadeira. Os cartolas, por exemplo, diziam que a seleção foi escandalosamente roubada diante da Hungria, nas quartas-de-final. E usavam esse mesmo argumento para as Copas de 1934 e 1938. Mas, e em 1930? Dizia-se que o time estava incompleto. E em 1950? Apontava-se excesso de confiança na final contra o Uruguai no Maracanã.
Eis aí o ponto que os europeus tocavam a “cabeça” do jogador. Os analistas do Velho Continente reconheciam as qualidades do futebolista brasileiro – técnica individual, improvisação, malícia, elegância. Mas também viam defeitos, como falta de senso tático, desorganização, descomprometimento coletivo e, principalmente, imaturidade e falta de confiança na hora da decisão.
Em 1958, sob a liderança do presidente Juscelino Kubitschek, o Brasil estava imerso ao projeto chamado Plano de Metas, um ambicioso programa que visava modernizar o país em áreas estratégicas como energia, transportes, indústria de base, alimentação e educação. A atmosfera era de desenvolvimentismo, uma crença fervorosa de que o progresso industrial e tecnológico era o caminho para um futuro próspero e soberano.
No coração geográfico do Brasil, no Planalto Central, um sonho de concreto e poeira tomava forma. A construção de Brasília, a nova capital, era a materialização mais ousada do espírito de 1958. Mudar a capital do Rio de Janeiro, uma cidade litorânea que remetia ao passado colonial, para o interior do país era um ato de bravura simbólica e estratégica.

Na Copa do Mundo de 1958, o Brasil levou ao torneio um elenco jovem, talentoso e inovador. Sob o comando do técnico Vicente Feola, a equipe tinha jogadores que se tornariam eternos: Pelé, Garrincha, Didi, Nilton Santos, Vavá e Zagallo. Além de contar com outros bons jogadores, como Gilmar, Djalma Santos, Dida e Joel, dois nomes foram excluídos para a copa: Julinho Botelho, de 28 anos, que atuava pela Fiorentina, da Itália, e o experiente Zizinho, então com 35 anos. Pelé, com apenas 17 anos, viria a se tornar o grande destaque da competição.
O Brasil estreou na Copa do Mundo de 1958 vencendo a Áustria pelo placar de 3 a 0 com gols de Mazzola (2) e Nilton Santos. Na segunda partida houve um empate sem gols contra a Inglaterra. No último jogo pelo grupo D, o Brasil venceu a União Soviética por 2 a 0 com dois gols de Vavá.
Na quartas-de-final o time canarinho venceu País de Gales por 1 a 0 com gol de Pelé. Na semifinal, em partida disputada em Estocolmo, o Brasil venceu a França por 5 a 2 com gols de Pelé (3), Vavá e Didi.
No dia 29 de junho de 1958, Brasil e Suécia se enfrentaram em Estocolmo pela grande final da copa. A seleção sueca tinha o apoio da torcida e um time experiente, mas o futebol arte do Brasil brilhou de forma avassaladora.
Mesmo começando atrás no placar, o Brasil virou o jogo e venceu por 5 a 2, em uma das finais mais marcantes da história das Copas. Pelé marcou dois gols inesquecíveis — um deles num drible desconcertante em que a bola subiu, ele girou no ar e finalizou com perfeição. Vavá (2) e Zagallo marcaram os outros gols do título brasileiro na Copa do Mundo de 1958.
CURIOSIDADES DO O PRÍNCIPE ETÍOPE
Pelé e Garrincha ganharam fama mundial com o título de 1958, mas o grande craque nos gramados da Suécia foi Valdir Pereira, o Didi, meia do Botafogo. Ele era chamado de “Príncipe Etíope”, tal a elegância com que corria em campo. Didi foi o inventor da “folha-seca” – chute no qual a bola sobe e cai repentinamente – e tinha um jeito diferente de tratar a bola.
Aos 15 anos, Didi quase teve a perna amputada, por causa de uma grave lesão. Recuperado após a cirurgia, ele ficou com a perna direita 1 cm mais curta que a esquerda. E as chuteiras também eram diferentes. A do pé direito era número 41, a do esquerdo era 40.

Jornalismo com credibilidade
Willian D’Ângelo é carioca, nascido na cidade do Rio de Janeiro (RJ), formado em jornalismo no ano de 2008, fez parte do Programa de TV Papo de Arquibancada (TV CNT), Programa de Rádio Dissica e o Povo (FM do Povo 94,3), comentarista esportivo da TV CNT no Programa Papo de Arquibancada, comentarista esportivo do Programa Esporte Show (FM do Povo 94,3), comentarista político e geral do Programa Direto ao Ponto (FM do Povo 94,3), assessor parlamentar do vereador Edvar Martins (CMM), assessor parlamentar do deputado estadual Francisco Campos (ALEAM), assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores Profissionais da Área da Saúde do Estado do Amazonas (Sintpasam), colunista do Jornal Maskate (Coluna Bola na Rede), assessoria de imprensa do Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Estado do Amazonas, assessoria de imprensa do Colégio Militar da Polícia Militar Marcantônio Vilaça em Manaus, colunista do Jornal Em Tempo (Túnel do Tempo), Programa de Rádio Pódio (Rádio Em Tempo), Bloco Pódio (Programa Agora da TV Em Tempo/SBT), comentarista esportivo da TV Em Tempo, âncora do Programa de Rádio Papo Esportivo (Portal do Minuto), Assessoria de imprensa Grêmio Recanto da Criança (Futsal), âncora do Programa Rockstória (web rádio Manifesto Norte), âncora do Jornal Pocket de Notícias (web rádio Manifesto Norte), âncora do Programa Papo Esportivo (Rádio Atividade FM 87,9), Diretor de Jornalismo do Portal Amazônia sem Fronteiras, assessoria de imprensa do goleiro João Moreira (New Hall Premier FC / EUA), assessoria de imprensa da Federação Amazonense de Futsal (FAFS), assessoria de imprensa da Federação Amazonense de Soccer Society (FASS), assessoria de imprensa da Federação de Basquete do Amazonas (FEBAM), assessoria de imprensa da Federação de Futebol Americano do Amazonas (FEFAAM), assessoria de imprensa da Liga Amazonense de Futsal (LAF), assessoria de imprensa do Holanda Esporte Clube (AM), assessoria de imprensa do Esporte Clube Tarumã (AM), assessoria de imprensa Smille Júnior FC (Futsal e Fut7), assessoria de imprensa da Associação dos Kartistas do Amazonas (AKA), assessoria de imprensa da Smith Fight Training (Luta Livre), âncora do Programa Bate-Bola Amazonas (Rádio Encontro das Águas FM 97,7), âncora do Programa Encontro Esportivo (TV Encontro das Águas/TV Brasil), âncora dos programas jornalísticos Jornal Grande Boletim (97,7) e Jornal Encontro das Águas (97,7), Gerente da Rádio Encontro das Águas FM, Gerente de Esportes e comentarista da TV e Rádio Encontro das Águas, Assessoria de imprensa da Liga Brasil de Futsal (LBF), comentarista esportivo da HFD, Rádio Onda Digital 92,3 FM.
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