Túnel do tempo: Maracanã e a Copa do Mundo de 1950
Quinhentos mil sacos de cimento, seis empreiteiras e 4.500 operários trabalhando firme durante dois anos, a partir de 1948. O saldo final: o Estádio Municipal do Rio de Janeiro, posteriormente batizado de Mário Filho e popularmente conhecido como Maracanã, por causa do bairro em que se localiza. O objetivo dos brasileiros era construir, para a Copa do Mundo de 1950, o maior estádio já visto. E era mesmo: oficialmente, o estádio comportava 155 mil pessoas – 93.500 arquibancadas, 30 mil cadeiras, 1.500 em camarotes e 30 mil na geral, para ver o jogo em pé. Até então, o maior estádio era o Hampden Park (134 mil lugares), na Escócia.
O Maracanã não estava totalmente pronto para a Copa do Mundo de 1950, mas estava apto a receber jogos. A inauguração extra-oficial foi em 17 de junho, num amistoso entre as seleções paulista e carioca. O primeiro gol visto no estádio foi marcado pela seleção carioca, através do meia Didi, então com 20 anos e futuro bicampeão mundial. Mas a vitória ficou com os paulistas (3 a 1). Oficialmente, o Maracanã só seria inaugurado no dia 24 de junho, data da partida entre Brasil e México pelo Mundial.
Em 1950, o Brasil foi escolhido para sediar a quarta edição do campeonato, evento que marcou o retorno da competição após a paralisação forçada pelos conflitos globais da década anterior. Foi neste cenário de reconstrução política e infraestrutural que a entidade máxima do futebol estabeleceu sanções rigorosas, deixando nações derrotadas na guerra fora dos gramados sul-americanos. Antes, a Copa do Mundo foi disputada no Uruguai (1930), Itália (1934) e França (1938).
O calendário esportivo internacional sofreu uma ruptura drástica após o mundial de 1938, realizado na França. Com o avanço do conflito global no ano seguinte, as edições previstas para 1942 e 1946 foram sumariamente canceladas. Quando os combates terminaram, a FIFA iniciou o processo de retomada do campeonato, escolhendo o Brasil como país-sede em um congresso realizado em 1946.
As nações do Eixo sofreram retaliações diretas nas esferas esportivas. A Associação de Futebol do Japão (JFA) foi suspensa em 1945 sob a justificativa administrativa de falta de pagamento de taxas de filiação, agravada pela desarticulação política do país. No caso alemão, a Associação Alemã de Futebol (DFB) foi completamente dissolvida no mesmo ano em decorrência da ocupação das forças Aliadas, que desmantelaram as instituições nacionais de grande porte.
Sem representação oficial reconhecida, ambas as seleções ficaram isoladas do cenário esportivo durante toda a fase de planejamento e de eliminatórias para o torneio. A readmissão formal do Japão e da recém-reorganizada federação da Alemanha Ocidental nos quadros da FIFA ocorreu apenas em setembro de 1950, dois meses após a finalização do mundial no Rio de Janeiro.
A ERA FLÁVIO COSTA
Em 1944, Flávio Costa, na época tricampeão carioca pelo Flamengo (1942 a 1944), assumiu a seleção. Ele começou bem, ao conquistar a Copa Rio Branco daquele ano, com duas goleadas sobre o Uruguai (6 a 1 e 4 a 0). Paralelamente, o currículo do treinador foi engrossado pelo desempenho à frente do Vasco da Gama, nos anos 1940. O time foi tricampeão carioca (1945 a 1947) e faturou o Sul-Americano de clubes de 1948 no Chile. Em 1949, o Vasco conseguiu um novo título carioca, de forma invicta. Tal desempenho fez com que a equipe ficasse conhecida como “Expresso da Vitória”.
Na Copa do Mundo de 1950, o Brasil perdeu o jogo decisivo para o Uruguai e a derrota por 2 a 1, em pleno Maracanã, abalou toda a nação. Os torcedores que acompanharam a partida no estádio falavam em “silêncio ensurdecedor”. Antes do desfecho, a seleção tinha vencido a Suécia, por 7 a 1, e a Espanha, por 6 a 1. Infelizmente o clima de “já ganhou” interferiu no desempenho do time.

Jornalismo com credibilidade
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