O jogador austríaco que negou cumprir ordens de Adolf Hitler

Após a Alemanha anexar a Áustria em 1938, Adolf Hitler determinou que os melhores jogadores austríacos integrassem a Seleção Alemã na Copa do Mundo daquele ano  sediada na França e disputada entre 4 e 19 de junho. O objetivo de Hitler era ter o melhor time para ser campeão e usar o futebol para fazer propaganda política, assim como Benito Mussolini fez com a Itália em 1934.

A Áustria vinha de ótimos resultados e era uma das principais candidatas a vencer a Copa do Mundo de 1938, mas 72 horas após invadir a Áustria, Hitler ordenou que oito craques austríacos jogassem pela Alemanha. Alguns austríacos aceitaram jogar pela Alemanha mas Matthias Sindelar disse não. Ele era ídolo do Áustria Vienna, time de origem judaica.

A ira de Hitler contra Sindelar aumentou quando, em um amistoso entre Alemanha e Áustria realizado para celebrar a anexação austríaca, ele desobedeceu à ordem de jogar sem intensidade e marcou um dos gols na vitória da Áustria por 2×0. A partida ficou conhecida como “O Jogo da Morte”.

Quando marcou seu gol nos alemães, Sindelar celebrou de modo intenso na frente das autoridades nazistas, o que deixou Hitler muito furioso. Após o jogo, Sindelar foi informado que a ofensa da comemoração seria esquecida se ele jogasse pelos alemães, mas ele recusou de novo.

Sindelar passou a ser acompanhado de perto pela Gestapo e sete meses depois da Copa, em que a Alemanha foi eliminada na primeira fase pela Suíça, ele foi encontrado morto ao lado da namorada. Ele tinha 35 anos. A autópsia revelou que ambos foram intoxicados por monóxido de carbono, mas a polícia alemã tratou o caso como suicídio. Mas há relatos da época de que ele foi assassinado por ter recusado a Alemanha nazista.

 Nascido em 1903 em Kozlov, hoje na República Tcheca e na época era parte do Império Austro-Húngaro, Sindelar perdeu o pai na Primeira Guerra Mundial e encontrou o esporte como o caminho para a vida adulta. Ele fez história na década de 30 com o Áustria Viena e conquistou duas edições da Mitropa Cup, uma precursora da Champions League. Em 1933, inclusive, derrotou na final a poderosa Inter de Milão (chamada de Ambrosiana Inter por determinação do regime fascista) de Giuseppe Meazza, craque que dá nome ao Estádio San Siro e guiaria a Itália para dois títulos da Copa do Mundo. Sindelar marcou três gols na decisão para ficar com a taça.

Pela seleção, atuou no “Wunderteam“, considerado até hoje o melhor time da história da Áustria. Sindelar foi campeão da Copa Internacional da Europa Central ao derrotar Tchecoslováquia, Suíça, Itália e superar a Hungria nos pontos corridos. Com exceção da Suíça, todas disputaram finais na década de 30. Em 1934, a Áustria caiu para a campeã Itália nas semifinais da Copa do Mundo e ficou com o quarto lugar.

HITLER TORCEDOR DO SCHALKE 04?

Muitos tentam ligar o sucesso de Schalke a um suposto favorecimento de Adilf Hitler, inclusive afirmando que o ditador era torcedor do clube. No entanto, não há nenhuma confirmação dessa história e nem provas de que ele sequer assistiu ao menos um jogo dos Azuis Reais.

A tentativa de ligação ocorre porque foi no período nazista que o Schalke 04 viveu o melhor período da história, conquistando 6 dos 7 títulos do campeonato alemão que possui. No entanto, o único fato dessa história é que o marqueteiro do governo Joseph Goebbels utilizou o sucesso do clube para fazer campanha do nacionalismo para o público.

Outro clube que costuma ser ligado a Hitler era o Nuremberg, afinal, era no estádio do time que Hitler fez diversos discursos durante o período nazista.

ADOLF HITLER

Adolf Hitler, foi um político alemão que serviu como líder do Partido Nazista. Como ditador do Reich Alemão, ele foi o principal instigador da Segunda Guerra Mundial na Europa e figura central do Holocausto.

Hitler nasceu na Áustria em 20 de abril de 1889, então parte do Império Austro-Húngaro, e foi criado na cidade de Linz. Mudou-se para a Alemanha em 1913 e serviu no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Juntou-se ao Partido Alemão dos Trabalhadores, percursor do Partido Nazista, em 1919, e tornou-se seu líder em 1921. Em 1923, organizou um golpe de Estado em Munique para tentar tomar o poder.

Os pais de Adolf Hitler chamavam-se Alois Hitler e Klara Pölzl, e ele foi o quarto filho desse casal (o primeiro a sobreviver em longo prazo). Os filhos de Alois e Klara que nasceram antes de Hitler e faleceram foram Gustav, Otto e Ida.

O pai de Hitler, anteriormente chamado Alois Schicklgruber (mudou seu nome na década de 1870), trabalhava como inspetor em um posto alfandegário de Braunau am Inn e, por isso, Hitler cresceu em um ambiente familiar de classe média e de condição financeira saudável. A boa condição financeira, porém, não fazia que a família de Hitler tivesse bom convívio, sobretudo pelo humor explosivo de seu pai. A relação de Hitler com sua mãe, por sua vez, era o inverso e bastante amorosa.

Os pais de Hitler morreram enquanto o futuro ditador alemão ainda era apenas um adolescente. Seu pai, Alois, faleceu, em 3 de janeiro de 1903, de um colapso enquanto estava tomando vinho. Acredita-se que ele tenha morrido de derrame pleural (acúmulo de líquido no interior do pulmão). Sua mãe, Klara, acabou falecendo de câncer em 21 de dezembro de 1907.

A morte de seu pai colocou fim a um grande problema para Hitler: sua carreira. O pai de Hitler queria que seu filho seguisse a carreira do funcionalismo público e tornasse-se funcionário da alfândega assim como ele havia sido. Hitler, no entanto, tinha outro desejo para sua vida e, depois que sua mãe morreu, mudou-se para Viena.

O historiador Ian Kershaw fala que, após a morte de sua mãe, Hitler tinha economias que conseguiriam sustentá-lo durante um ano em Viena. Nessa cidade, ele tentou ingressar na Academia de Belas Artes, mas fracassou por duas vezes. Também tentou tornar-se arquiteto, mas não teve sucesso.

Em Viena, viveu como um desocupado, não fazendo questão de conseguir um emprego para sobreviver. Sua renda vinha inteiramente da pensão deixada por sua mãe e de um empréstimo que adquiriu de sua tia. Nisso, o ambiente político agitado de Viena teve papel crucial na moldagem dos preconceitos de Hitler, como sentencia Ian Kershaw|2|.

O forte antissemitismo de Hitler, por exemplo, começou a ser construído durante os anos em que morou em Viena, lá ele teve contato com publicações racistas e antissemitas. A situação da Áustria nesse sentido não era diferente da Alemanha, e em ambos locais o antissemitismo circulava nos debates políticos desde o século XIX.

Os reais fatores de Hitler mudar-se para a Alemanha eram: primeiro, ele detestava a Áustria, e, segundo, estava fugindo do serviço militar obrigatório austríaco. Uma vez estabelecido em Munique, Hitler continuou levando a mesma rotina de desocupado que tinha em Viena. No entanto, sua vida mudou drasticamente quando estourou a Primeira Guerra Mundial, em 1914.

Com a guerra, Hitler, “carregado de sentimento patriótico”, alistou-se no exército alemão, mesmo não podendo fazê-lo. Pelo exército da Alemanha foi convocado, em 16 de agosto de 1914, e ingressou no Segundo Batalhão Reserva do Segundo Regimento de Infantaria, e depois foi transferido para o 16º Regimento de Reserva de Infantaria da Baviera.

No exército chegou a ser apenas um cabo e desempenhou papel como mensageiro. Sua função era levar as mensagens do posto de comando para os comandantes no front de batalha. A experiência na guerra também moldou parte das visões radicais do austríaco, e, depois que os alemães foram derrotados, Hitler envolveu-se com movimentos de extrema-direita.

Quando a Alemanha rendeu-se, em 1918, Hitler estava internado na enfermaria em consequência de um ataque de gás mostarda. Ele nunca aceitou a derrota alemã e, daí em diante, abraçou teorias conspiratórias acerca dela. A mais conhecida delas era a da “punhalada nas costas”, que falava de uma conspiração de socialistas e judeus responsável por sabotar a Alemanha na guerra.

Durante esse conflito mundial, Hitler recebeu duas condecorações, uma das quais foi a Cruz de Ferro, por ter demonstrado bravura na entrega de uma mensagem importante. Essa condecoração de Hitler foi uma recomendação de seu oficial, ironicamente, um judeu, chamado Hugo Gutmann. 

Portal Willian D’Ângelo – Jornalismo com credibilidade e conteúdos exclusivos

Willian D’Ângelo é carioca, nascido na cidade do Rio de Janeiro (RJ), formado em jornalismo no ano de 2008, é escritor e fez parte do Programa de TV Papo de Arquibancada (TV CNT), Programa de Rádio Dissica e o Povo (FM do Povo 94,3), comentarista esportivo da TV CNT no Programa Papo de Arquibancada, comentarista esportivo do Programa Esporte Show (FM do Povo 94,3), comentarista político e geral do Programa Direto ao Ponto (FM do Povo 94,3), assessor parlamentar do vereador Edvar Martins (CMM), assessor parlamentar do deputado estadual Francisco Campos (ALEAM), assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores Profissionais da Área da Saúde do Estado do Amazonas (Sintpasam), colunista do Jornal Maskate (Coluna Bola na Rede), assessoria de imprensa do Clube dos Oficiais da Polícia Militar do Estado do Amazonas, assessoria de imprensa do Colégio Militar da Polícia Militar Marcantônio Vilaça em Manaus, colunista do Jornal Em Tempo (Coluna Túnel do Tempo), Programa de Rádio Pódio (Rádio Em Tempo), Bloco Pódio (Programa Agora da TV Em Tempo/SBT), comentarista esportivo da TV Em Tempo, âncora do Programa de Rádio Papo Esportivo (Portal do Minuto), comentarista esportivo da Rádio Já Panamazônica, assessoria de imprensa da Associação de Árbitros do Amazonas (AIADAM), Assessoria de imprensa Grêmio Recanto da Criança (Futsal), âncora do Programa Rockstória (web rádio Manifesto Norte), âncora do Jornal Pocket de Notícias (web rádio Manifesto Norte), âncora do Programa Papo Esportivo (Rádio Atividade FM 87,9), Diretor de Jornalismo do Portal Amazônia sem Fronteiras, Diretor Comercial da Revista Manaus Marine especializada em barcos, turismo e pesca, assessoria de imprensa do goleiro João Moreira (New Hall Premier FC / EUA), assessoria de imprensa da Federação Amazonense de Futsal (FAFS), assessoria de imprensa da Federação Amazonense de Soccer Society (FASS), assessoria de imprensa da Federação de Basquete do Amazonas (FEBAM), assessoria de imprensa da Federação de Futebol Americano do Amazonas (FEFAAM), assessoria de imprensa da Liga Amazonense de Futsal (LAF), assessoria de imprensa do Holanda Esporte Clube (AM), assessoria de imprensa do Esporte Clube Tarumã (AM), assessoria de imprensa Smille Júnior FC (Futsal e Fut7), assessoria de imprensa da Associação dos Kartistas do Amazonas (AKA), assessoria de imprensa da Smith Fight Training (Luta Livre), âncora do Programa Bate-Bola Amazonas (Rádio Encontro das Águas FM 97,7), âncora do Programa Encontro Esportivo (TV Encontro das Águas/TV Brasil), âncora dos programas jornalísticos Jornal Grande Boletim (97,7) e Jornal Encontro das Águas (97,7), Gerente da Rádio Encontro das Águas FM, Gerente de Esportes e comentarista da TV e Rádio Encontro das Águas, Assessoria de imprensa da Liga Brasil de Futsal (LBF), comentarista esportivo da HFD, Rádio Onda Digital 92,3 FM.

Portal Willian D’Ângelo produz reportagens que têm como objetivo atender às necessidades da sociedade através de informações com credibilidade. Aqui você tem tudo sobre esportes, história, política, economia, turismo, gastronomia, curiosidades, notícias internacionais e muitas outras informações.

CONTATO: (92) 99414-8471 WhatsApp

E-mail: williancrdz@gmail.com

SIGA NOSSO INSTAGRAM: @portal_williandangelo

Siga nossas redes sociais, fique bem informado e ainda confira conteúdos exclusivos!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *